Histórico

O SOS Rio dos Sinos nasceu da necessidade urgente de desviar nossos olhares e nossa atenção do que consideramos o cotidiano, nossa rotina, o nosso modo de vida, e das coisas que envolvem nosso dia-a-dia, para o que está acontecendo com nosso rio.

Para se ter uma idéia da gravidade, no dia 14 de janeiro de 2006, as cidades de Parobé, Nova Hartz, Araricá,  Sapiranga, Campo Bom, Novo Hamburgo, São Leopoldo, entre outras, estavam sendo abastecidas com as águas do Rio Paranhana, pois o Rio do Sinos não tinha vazão de água. Era apenas um riacho.

Não era uma situação nova ou recente, pois todos os anos, quando começa a estiagem, correremos o risco de racionamento de água.

Percebe-se a preocupação através dos meios de comunicação, dos órgãos gestores e de abastecimento, mas, basta passar a época do estio e o assunto volta a ser esquecido, para ressurgir novamente com os problemas agravando-se cada vez mais.

A verdade, nua e crua dever ser dita:

NOSSO RIO ESTÁ MORRENDO!

Um rio que nasce de quase nada está morrendo de quase tudo, mas principalmente pelo descaso, pelo desrespeito a essa importante fonte de vida.

É doloroso assistir a agonia do nosso rio! Suas águas escuras, poluídas com esgoto, dejetos e rejeitos industriais; Lixo, muito lixo. Sofre com a mineração, o desmatamento de suas margens, a pesca predatória, e para complicar a situação, a sua nascente está sendo ameaçada com ações, que não respeitam tratar-se esse local de área de Preservação Permanente.

De nada adiante aumentar nosso patrimônio, expandir as empresas, criar mais indústria, diversificar nosso mercado, criando novas oportunidades de emprego, se não tivermos água para dar suporte a tudo isso.

Tudo será vão.